Projeto da UFPE visa tornar acessíveis conteúdos científicos sobre epidemiologia matemática

Objetivo é mostrar a linguagem e os termos utilizados na área, além de como o coronavírus se comporta.

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O Projeto de extensão “Epidemiologia matemática – fazendo a ponte entre ciência e sociedade no combate à Covid-19”, coordenado pelo professor Felipe Wergete Cruz, do Departamento de Matemática da UFPE, vai traduzir e adequar à linguagem mais acessível textos científicos que abordem a epidemiologia matemática e a pandemia do novo coronavírus. Tendo como base de conteúdo artigos sobre pesquisas desenvolvidas aqui e no exterior, a iniciativa visa “se valer de um diálogo acessível com o grande público para alinhar informações sobre o avanço da epidemiologia, seus instrumentos técnico-científicos e o impacto das descobertas”.

A partir de uma série de reportagens e entrevistas, que serão divulgadas semanalmente pelo Observatório da Covid-19 da UFPE, a equipe envolvida com o projeto espera sensibilizar a sociedade para a importância dessa área do conhecimento, a epidemiologia matemática. Para o coordenador, “ao ter esse conteúdo em mãos, mastigado para ampliar a compreensão dos leitores, certamente a sociedade vai entender melhor como o coronavírus se comporta e, esperamos, a linguagem e os termos utilizados em epidemiologia matemática e na modelagem do Covid-19 se tornem familiares”.

Segundo Cruz, surgida após a pandemia da gripe espanhola (1918-1920), a epidemiologia matemática é uma disciplina baseada no estudo das “famosas” Equações Diferenciais. “Modelar matematicamente algumas doenças é algo de fundamental importância para nortear pesquisadores de diversas áreas, pois através dos modelos matemáticos é possível projetar alguns possíveis cenários, contribuindo, assim, com a tomada de decisões sobre como avaliar os problemas em saúde pública, bem como prever a velocidade de propagação das doenças”, afirma.

Na divulgação do projeto, os idealizadores argumentam que “seja em menor ou maior grau, o mundo sempre conviveu com a presença de doenças infectocontagiosas; exemplos não faltam, como a gripe espanhola, a peste negra, o HIV e, em menor abrangência, a tuberculose, o sarampo, dentre outras. O que todas elas têm em comum? Em épocas e limitações distintas, foram erradicadas – ou controladas – pela ciência, com ajuda também da modelagem matemática”. A iniciativa do projeto conta, ainda, com a participação dos professores Airton Temístocles Castro, Cilon Ferreira Perusato, Fernando Nóbrega e os alunos Camila Sousa (Jornalismo) e Danillo Souza (doutorado em Matemática).

Fonte: UFPE