UFSC colabora na criação de app que detecta exposição ao Covid-19

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Para colaborar com o esforço contra a pandemia do Coronavírus, um grupo de desenvolvedores voluntários, coordenado pelos professores Jônata Tyska e Vania Bogorny, da Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está desenvolvendo um aplicativo para celular que permite detectar e notificar pessoas que tenham tido contato próximo com casos suspeitos ou confirmados da Covid-19. A ferramenta, desenvolvida em conjunto com um grupo europeu liderado pelo italiano Luca Mastrostefano, indica de forma completamente anônima se o usuário esteve a menos de dois metros de uma pessoa infectada ou com suspeita de ser portadora do vírus.

De acordo com o desenvolvedores, o CovidApp tem como objetivo a criação de um aplicativo para notificação de possíveis contágios, tendo como prioridade a garantia da preservação da privacidade dos usuários do aplicativo. A solução em desenvolvimento pelo grupo é composta por um aplicativo móvel, com dois tipos de usuários, população em geral e profissionais de saúde, e uma aplicação web para gestores. O aplicativo móvel irá coletar os encontros físicos entre pessoas, através de identificadores anônimos, usando a tecnologia bluetoothBluetooth é uma tecnologia que detecta outros dispositivos próximos sem armazenar a localização física (geográfica) de cada indivíduo, ou qualquer informação que identifique pessoas.

Serão armazenados apenas os encontros entre bluetooths, a duração deles, a data e a distância. Profissionais de saúde poderão “marcar” usuários como casos confirmados ou suspeitos, por meio da leitura do identificador anônimo diretamente do telefone do paciente. A partir disso, todas as pessoas que tiveram contato com este paciente nos últimos 14 dias (período de incubação da doença) recebem uma notificação através do aplicativo proposto, com mensagem definida pelos gestores de saúde, infectologistas e especialistas da área.

Veja como funciona o aplicativo:

 

O aplicativo não rastreia a localização espacial dos usuários, diferentemente de outros similares desenvolvidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e países como Coréia do Sul, Israel e Singapura, que utilizam a trajetória ou o número do celular, invadindo a privacidade dos indivíduos. Além disso, o CovidApp recomenda a quarentena ou isolamento apenas para um grupo de pessoas e não a toda população. Profissionais da saúde poderão alertar pessoas que entraram em contato com infectados e informar as autoridades sanitárias sobre o nível de isolamento em relação às medidas adotadas. “A solução será ainda muito útil depois do pico da epidemia, quando as pessoas começarem a sair do atual isolamento, evitando ou minimizando uma segunda onda de contaminação”, traz a página sobre o projeto.

Para mais informações, acesse a página do CovidApp.

Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina