Projeto Quelônios estima produção de 130 mil filhotes no Tocantins

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Na fase final do nascimento de filhotes de tartarugas em 2019, os representantes das instituições parceira do Projeto Quelônios da Amazônia no Tocantins percorreram os tabuleiros e estimam mais um recorde soltura no Estado

 

Os representantes das instituições parceiras do Projeto Quelônios da Amazônia no Estado do Tocantins se reuniram em comitiva e percorreram as áreas dos tabuleiros que hospedam os ninhos, visitaram o tanque de acolhimento de filhotes e acompanharam o processo de soltura de aproximadamente mais mil tartarugas.

 

Segundo o levantamento parcial das solturas realizadas, aproximadamente 80 mil filhotes já foram soltos às margens do Rio Araguaia, nas proximidades do Parque Estadual do Cantão (PEC). Até o encerramento dessa temporada, a estimativa das equipes é que esse número possa quase dobrar com as solturas da fase final do projeto.

 

No Tocantins o projeto é executado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), idealizador do projeto há cerca de 40 anos, em parceria com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) e com o apoio Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA).

Antes de percorrer as áreas que hospedam os ninhos, Wallace Lopes, superintendente do Ibama, reuniu o grupo para apresentar uma avaliação do desempenho do projeto e ouvir as contribuições dos parceiros ao planejamento da edição 2020. O superintendente destacou a importância dessa iniciativa para a reposição da espécie na região e da parceria para o sucesso do projeto, que vem colecionando recordes a cada ano. Lopes estima que a produção tem potencial para ultrapassar a soma de 130 mil filhotes neste ano.

 

Sebastião Albuquerque, presidente do Naturatins, elogiou o empenho das equipes e ficou bastante impressionado com o elevado número de filhotes encontrados nos ninhos abertos durante a visita para a realização de mais uma soltura. Albuquerque considera essencial a contribuição de cada parceiro até o último dia do projeto. O presidente disse que sua expectativa é muito otimista, pois se o ritmo for mantido, acredita que o Estado possa alcançar a produção de até 150 mil filhotes em 2020.

 

Augusto Rezende, reitor da Unitins, pontuou que a parceria nesse projeto abre oportunidade de acesso à experiência de campo que produz contribuição ambiental, além da possibilidade de produção de conhecimento acadêmico científico. Rezende afirmou que o envolvimento acadêmico voluntário em iniciativas que buscam contribuir com a sustentabilidade ambiental enriquece as produções científicas.

 

O capitão Marcos do BPMA cumprimentou todos pelo empenho das equipes e falou do esforço do batalhão para manter a segurança e as operações de fiscalização na região. Capitão Marcos destacou que a fiscalização integrada tem surtido efeito e que a parceria no Projeto é uma oportunidade de contribuir com a preservação da espécie, o que traz grande satisfação às equipes envolvidas.

 

O professor Thiago Portelinha, do curso de Engenharia Ambiental da UFT, reúne dados da espécie e avalia os números da produção e características dos quelônios do projeto. O professor disse que essas informações contribuem com o planejamento das edições, norteando as técnicas aplicadas, a ampliação e os avanços dos procedimentos. Portelinha disse que as contribuições científicas notadas, também são publicadas em produções acadêmicas e artigos em revistas científicas.

 

Texto: Cleide Veloso/Ascom Naturatins

Edição: Charlyne Sueste/Ascom Unitins

Fonte: Universidade Estadual do Tocantins