UFT pesquisa prevenção da Leishmaniose Visceral em caso de doação de sangue

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Por Geórgya Laranjeira Corrêa (Governo do Tocantins) | Edição: Samuel Lima (Sucom/UFT)

PPSUS-Leishmaniose-Araguaína-Hemorrede (Foto: Wilson Rodrigues / Governo do Tocantins / Divulgação)

Uma pesquisa científica denominada “Leishmaniose como problema de Saúde Pública no Serviço de Hemoterapia na região Norte do Estado, novas estratégias relacionadas a Leishmaniose Visceral” (LV) foi implementada no Hemocentro de Araguaína, a fim de prevenir a captação de sangue de doadores possivelmente infectados pela doença. O estudo está sendo desenvolvido pelo Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) tendo como agente executor o governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) e conta com a coordenação do Ministério da Saúde e o gerenciamento Técnico e Administrativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq).

“A pesquisa tem por objetivo determinar a prevalência da infecção por Leishmaniose Visceral em população candidata à doação de sangue do Hemocentro de Araguaína (TO). A coleta de sangue das amostras para a realização do estudo ocorreu no período de agosto de 2016 a outubro de 2017, com o intuito de apresentar dados que possam auxiliar na avaliação da necessidade ou não de estratégias de atenção à saúde, relacionadas à leishmaniose visceral”, explica a pesquisadora e professora doutora Bruna Alexandrino.

Para o presidente da Fapt, Márcio Silveira, o papel da pesquisa cientifica é muito importante para a sociedade, pois acompanha com muito critério através do estudo e de metodologias a fim de desenvolver um trabalho de qualidade e propor ações de prevenção ao SUS.

Método

Segundo a professora da UFT Helcileia Dias, doutora em Ciências Veterinárias,  o estudo utiliza vários métodos de diagnóstico laboratorial tais como Imunofluorescência indireta, PCR (reação em cadeia da polimerase) e teste rápido, além de investigar possíveis fatores de risco para a Leishmaniose Visceral a que os clientes do serviço de doação de sangue estão expostos.

O diagnóstico sorológico identifica a positividade para a infecção por Leishmaniose infantum durante a triagem dos doadores e aponta o risco da transmissão da doença através de transfusão de sangue como possível. Na localidade da pesquisa em questão não é possível afirmar casos de pessoas infectadas pela doença oriundas de transfusão de sangue, visto que o trabalho não objetivou monitorar os receptores de transfusão, possuindo como público-alvo apenas os doadores de sangue. No entanto, dados preliminares demonstram que existiu o contato dos doadores com o agente causal da doença.

Custeio da Pesquisa

A pesquisa é custeada pelo PPSUS por meio de seleção de projetos oriundos de edital promovido pela Fapt, e que se encontra em andamento desde 2018. “O apoio financeiro tem sido fundamental para o desenvolvimento da pesquisa e sem o qual não seria possível a realização. O fomento obtido pelo PPSUS por meio da Fapt, em que foram destinados à aquisição de novos equipamentos e material de custeio que possibilita a equipe de pesquisa testar e implementar técnicas, avaliar métodos de diagnóstico”, ressaltou a pesquisadora Helcileia.

Autores da Pesquisa

A pesquisa está sendo realizada no Hemocentro de Araguaína (Hemorrede do Estado) desde 2018 com previsão para ser concluída em 2021 pelas professoras Bruna Alexandrino, Helcileia Dias Santos, Osmar Negreiros Filho e uma equipe multiprofissional que atua na Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMVZ), do Câmpus da UFT em Araguaína.

Fonte: Universidade Federal do Tocantins