Em carta, pesquisadores da UFMG alertam sobre queimadas na Amazônia

De acordo com o documento, incêndios ameaçam o agronegócio brasileiro

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As estações secas sempre registraram um número maior de incêndios em matas. O último mês de agosto, porém, destacou-se pelo elevado índice de queimadas na Floresta Amazônica em comparação com o mesmo mês em anos anteriores. Esse cenário foi tema de embates entre o presidente Jair Bolsonaro e lideranças estrangeiras. Em carta publicada pela revista norte-americana Science, pesquisadores da UFMG e da Universidade Federal de Viçosa (UFV) fazem um alerta para os riscos que as queimadas podem trazer para a exportação de produtos agrícolas brasileiros.

Com o título Amazon fires threaten Brazil’s agribusiness ou, em tradução livre, Incêndios na Amazônia ameaçam o agronegócio brasileiro, o texto apresenta informações que confirmam os danos em potencial das chamas para a agropecuária brasileira.

O texto é assinado pelo residente de pós-doutorado do Instituto de Geociências (IGC) Daniel Arruda, pela professora Rúbia Fonseca, do Instituto de Ciências Agrárias (ICA), e por Hugo Candido, do Departamento de Solos e Nutrição de Plantas da UFV. A íntegra da carta, em inglês, pode ser lida no site da Revista Science.

Leia o trecho inicial da carta
“Sob a direção de seu novo presidente, Jair Bolsonaro, o Brasil tem enfrentado recentemente uma série de mudanças desastrosas para suas políticas ambientais, incluindo cortes para agências governamentais que executam leis de proteção ambiental. Encorajados pela falta de vigilância, fazendeiros em busca de mais pastagens põem fogo para limpar terras acarretando um alarmante aumento do desmatamento que tem afetado áreas protegidas e também terras indígenas. Queimar florestas para criar novos pastos e plantações é algo insustentável do ponto de vista ambiental e econômico”.

Fonte: Universidade Federal de Minas Gerais