Estudantes da UERJ lutam por visibilidade das mulheres na Ciência

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Quem são os cientistas mais conhecidos no mundo? Você saberia, de cabeça, nomear uma mulher que foi importante para a ciência? Sabe quem é Hedy Lamarr? E sabe que, além de atriz de Hollywood, ela também foi essencial para o desenvolvimento da tecnologia de Wi-Fi que conhecemos hoje? É muito escasso o reconhecimento que as mulheres têm no campo da ciência ainda hoje. Por isso, torna-se tão importante a visibilidade para seu trabalho. Tal objetivo, de incentivar mulheres no ramo da Engenharia, foi o ponto principal para a criação do grupo Women in Engineering (Wie).

O Wie é uma ramificação do IEEE, Institute of Electrical and Electronics Engineers, uma organização internacional focada no avanço da teoria e prática da Engenharia Elétrica e que possui ramos estudantis em diversas universidades. Foi no IEEE da UERJ que Thaysa Máxima e Roberta Figueiredo, estudantes de Engenharia Elétrica, se conheceram e decidiram assumir o controle do Wie, grupo de afinidades do IEEE que já existia, mas estava inativo.

Voltado para mulheres não só da Engenharia, mas da ciência de uma forma geral, o Wie realiza debates e palestras, além de interagir com o público pelas redes sociais, como por exemplo o Instagram. No momento, o grupo possui somente quatro integrantes: Thaysa e Roberta, presidente e vice-presidente, respectivamente, além de Brenda Thaydes, estudante de Engenharia Cartográfica e Andressa Marques, de Engenharia Civil. Juntas, elas se esforçam para dar mais visibilidade ao grupo, chamar mais pessoas interessadas e realizar as atividades.

“Quatro integrantes ainda é pouco para fazer o que a gente quer fazer e alcançar as pessoas que a gente quer alcançar”, diz Roberta. “Nós não aceitamos somente mulheres, mas também homens que nos apoiem. Porque também é importante que homens reconheçam nosso trabalho”.

Para o mês de setembro, está prevista uma roda de conversa com professoras para debater as dificuldades das mulheres dentro da Engenharia. “Acreditamos que esse trabalho acaba sendo muito inspirador, pois leva a pensar: ‘Caramba, tem outra mulher fazendo isso’. É um ambiente predominantemente masculino, em algumas disciplinas que eu faço, só vejo duas mulheres na turma, contando comigo”, revela Thaysa. “Precisamos ver mulheres de sucesso no ramo. É realmente um incentivo para a gente não acreditar que estamos no lugar errado, não nos sentirmos deslocadas”, finaliza.

Fonte: Universidade do Estado do Rio de Janeiro