Estudo desenvolvido na UNIFAL-MG avalia estudantes da área de saúde

Estudo desenvolvido na UNIFAL-MG avalia qualidade da visão de cores de estudantes da área de saúde e possíveis impactos de patologias

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Uma pesquisa desenvolvida no curso de Medicina da UNIFAL-MG coloca a Universidade no caminho da consolidação como centro de estudos em visão de cores, ao apontar o impacto de patologias que afetam a visão de cores dos profissionais em exercício da área da saúde.

Acadêmico Pedro Henrique Oliveira Ribeiro, autor da pesquisa. (Foto: arquivo pessoal do acadêmico)

Quem realizou o estudo “Avaliação do padrão de acuidade visual para cores de acadêmicos da área de saúde em universidade brasileira” foi o estudante Pedro Henrique Oliveira Ribeiro, sob a orientação da professora Flávia Beatriz de Andrade Oliveira Ribeiro, médica oftalmologista do corpo docente da Faculdade de Medicina. “O tema foi proposto pelo fato da escassez de estudos na área de visão de cores, sendo que suas deficiências são condições altamente prevalentes”, explica Profa. Flávia.

Segundo a médica, não havia nenhum estudo publicado no Brasil que abordasse o padrão de visão de cores de estudantes e profissionais da saúde, o que tornou o estudo mais relevante. “O objetivo do estudo foi avaliar tal parâmetro nos estudantes e iniciar uma discussão mais ampla na comunidade científica brasileira sobre tal assunto”, acrescenta, informando que a proposta da temática partiu do professor Geraldo José Medeiros Fernandes, médico docente do Departamento de Anatomia da UNIFAL-MG, atualmente professor de Anatomia da Universidade José do Rosário Velano.

Teste de Farnsworth Munsell 100 Hue que avalia de forma quantitativa a visão de cores. (Foto: arquivo pessoal do acadêmico)

Para realizar a pesquisa, o acadêmico analisou 64 colegas dos cursos de Medicina, Fisioterapia e Enfermagem. “Os participantes realizaram dois testes descritos na literatura para avaliação de visão de cores: teste de Ishihara, que possibilita uma triagem de possíveis defeitos cromáticos, e teste de Farnsworth Munsell 100 Hue, que avalia de forma quantitativa a visão de cores daqueles que realizam o teste, algo que possibilita a análise estatística a e a realização de um padrão médio de acuidade visual para cores”, detalha a orientadora.

Após a avaliação, os alunos foram subdivididos de acordo com o sexo, o que segundo Profa. Flávia, foi necessário uma vez que os defeitos de visão de cores são relacionados ao cromossomo X, sendo, portanto, mais prevalentes no sexo masculino. Na sequência, os resultados foram analisados por meio de Análise de Variância, com orientação do professor Flávio Bittencourt, do Departamento de Estatística da Universidade.

A relevância do trabalho chamou a atenção da Revista da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, um importante periódico na área de Oftalmologia, sendo publicado na edição de julho/agosto. “O fato de o trabalho ter sido publicado em uma revista de circulação nacional, bem avaliada no meio da Oftalmologia, possibilita que sejam fomentadas discussões acerca da importância da visão de cores no dia a dia das pessoas, algo negligenciado no meio científico oftalmológico”, salienta Profa. Flávia.

Para a docente, a publicação também contribui para tornar a UNIFAL-MG mais conhecida, bem como a produção científica do curso de Medicina.  “A publicação divulga de forma relevante a Universidade Federal de Alfenas e o curso de Medicina, destacando-se como centro produtor de conhecimento científico de qualidade, algo fundamental para um curso que irá formar sua primeira turma neste ano”, afirma.

Segundo Pedro, autor da pesquisa, a publicação na revista foi recebida como um prêmio para toda dedicação no estudo desenvolvido ao longo de três anos. “Desde o início da graduação, interesso-me por pesquisas e por desenvolver um trabalho científico que possa contribuir para a sociedade de alguma forma. A publicação do artigo coroou o trabalho de três anos, incluindo minha Iniciação Científica, e o sonho de conseguir atingir esse objetivo. Agradeço todo apoio da UNIFAL-MG e dos professores que participaram do projeto, Dra. Flávia Ribeiro e Dr. Geraldo Fernandes, além do apoio do professor Dr. Flávio Bittencourt”, declarou.

Perspectivas

Conforme narra Profa. Flávia, esse estudo foi o primeiro publicado de uma linha de pesquisa iniciada por ela, que pretende manter e ampliar as pesquisas na área. “A perspectiva é consolidar a UNIFAL-MG como centro de estudos em visão de cores, visando ser referência científica nacional para o tema.”

Comentando a necessidade da UNIFAL-MG desenvolver novos conhecimentos e a importância da pesquisa, a médica oftalmologista diz que o artigo publicado apresenta a colaboração da Universidade para criação de um banco de dados sobre a visão de cores em pessoas sem doenças oculares, visto que ainda não há uma normativa brasileira. “Foi um grande incentivo para o aluno responsável pela iniciação científica, para o professor Geraldo, para nós, orientadores, e demais responsáveis pela linha de pesquisa”, sintetiza.

 

Teste de Ishihara que possibilita uma triagem de possíveis defeitos cromáticos na visão de cores. (Crédito da imagem: arquivo pessoal do acadêmico Pedro Henrique Oliveira Ribeiro)

Confira na íntegra, o artigo publicado na Revista Sociedade Brasileira de Oftalmologia: http://www.sboportal.org.br/rbo_descr.aspx?id=707

Fonte: Universidade Federal de Alfenas