UERJ colabora em projeto nacional de combate à sifilis

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Sexo sem preservativos. Sintomas silenciosos. Ausência de exames mais específicos durante a gravidez. Esses são alguns dos motivos  que justificam a epidemia de sífilis no Brasil, que começou em 2016. Com isso, o Ministério da Saúde aceitou, através de uma emenda parlamentar, o projeto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) chamado “Sífilis Não”, no qual a Universidade do Estado do Rio de Janeiro é colaboradora. A iniciativa tem três eixos principais como estratégias de enfrentamento da doença: assistência e atenção na área da saúde; educação e comunicação – tanto na população leiga quanto entre os profissionais da área da saúde – e busca de características da sífilis no Brasil.

A UERJ atua como parceira cooperativa do Sífilis Não desenvolvendo atividades tecnológicas na área da saúde. Entre os participantes do projeto na Universidade estão os professores Eloiza Gomes, diretora do Instituto Multidisciplinar de Formação Humana com Tecnologias (IFHT); Ronaldo Mello, coordenador pedagógico; Rodrigo Perez, coordenador de projetos, e  Carlos Alberto de Oliveira (Caó), vice-diretor do IFHT.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que não escolhe idade para disseminar suas bactérias. Caso a mãe esteja infectada, a doença pode ser transferida para o feto, além da possibilidade de durar 40 anos após a infecção se não houver tratamento. Desde 2011 o agravamento da doença têm sido observado por pesquisadores da área. Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos em adultos aumentou de 3.822, no ano de 2010, para 87.593, em 2016, em todo o Brasil. Apesar de ser curável, a sífilis pode levar a problemas neurológicos e até a morte. Por isso, o Sífilis Não visa conscientizar a população e detectar formas de enfrentamento e combate a doença em todos os municípios do país. A melhor forma de se prevenir é usar preservativos nas relações sexuais.

“É estratégico que a gente consiga oferecer e ampliar a oferta de testagem rápida em todas as unidades de atenção primária da saúde no Brasil e também, depois de identificado o caso, iniciar o tratamento”, afirma o professor Carlos Alberto.

 

Fonte: Universidade do Estado do Rio de Janeiro