Pesquisador da UFT estuda violência contra a mulher no jornalismo

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Por Gabriela Melo (PPGCom) | Revisão: Samuel Lima | Publicado: Segunda, 08 de Julho de 2019, 09h30 | Última atualização em Segunda, 08 de Julho de 2019, 09h06

Luciano Gomes é mestre pela UFT (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)Luciano Gomes é mestre pela UFT (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

A pesquisa intitulada “A cobertura jornalística da violência contra a mulher no Jornal do Tocantins”, do mestre Luciano Gomes, tem em seu início uma frase de Maria da Penha: “Meu sofrimento se transformou em luta”, demonstrando desde já, sua perspectiva e cuidado com o tema. Além disso, buscou analisar a forma como a imprensa tem abordado os casos ocorridos no Tocantins.

O pesquisador é Oficial da Polícia Militar do Estado do Tocantins e membro do Núcleo de Pesquisas Observatório de Pesquisas Aplicadas ao Jornalismo e ao Ensino da Universidade Federal do Tocantins (Opaje-UFT). Uma de suas motivações foi a carreira, pois, segundo ele, o policial militar atende ocorrências de naturezas diversas e o acionamento para atendimento de mulheres vítimas de violência é corriqueiro.

Em muitos casos, o único amparo estatal que as mulheres recebem é a própria presença do policial militar, uma vez que ainda não existe uma rede estruturada para realizar o acompanhamento sócio psicológico das vítimas. Por isso, ele afirma que há a necessidade da formação do policial na perspectiva de gênero.

Gomes explicou o porquê de analisar os casos na imprensa. “A violência contra a mulher é um problema social grave e recorrente no Brasil. A mídia ao atuar no processo de socialização pode influenciar tanto na propagação da violência quanto no combate dela. Uma cobertura jornalística inadequada pode acarretar na intensificação deste tipo de violência”, ressaltou.

Os resultados do estudo apontaram que os casos de violência contra a mulher com maior gravidade ou repercussão, chegam à mídia e que o jornalismo tem o papel fundamental de fomentar as discussões sobre esta temática, porém, está longe de contribuir para o avanço na igualdade entre os gêneros partindo de uma produção de notícias na perspectiva de direitos.

Fonte: Universidade Federal do Tocantins