Icomp e Ufam realizam Workshop de conhecimento em tecnologia

Foram criados 18 aplicativos que podem facilitar a vida das pessoas e solucionar problemas cotidianos nas áreas de saúde e educação.

0
123

 

Na tarde de hoje, 9, o Instituto de Computação da Universidade Federal do Amazonas (Icomp/Ufam) realizou a X edição do Workshop de Inovação, Startup e Empreendedorismo Digital. Dividido em dois ambientes – palestras no auditório da Unidade e exposição de aplicativos no Centro de Convivência do Setor Norte (DemoDay) – o evento demonstra maturidade na missão de reunir conhecimentos teóricos e prática integrada na área da Computação. Em 2019, o desafio dos empreendedores acadêmicos era propor soluções pelo desenvolvimento de apps nas áreas de Educação e Saúde. O resultado foi conferido pela comunidade acadêmica.

Para o diretor em exercício do Icomp, professor Leandro Galvão, o formato do evento tem se modificado para abranger ainda mais atividades. “O Wise tem se transformado num encontro de alunos, profissionais, empresas e instituições de fomento. Esta é uma oportunidade de os acadêmicos apresentarem projetos integrados”, explica o docente. Ele destacou que, além de ser uma exposição de aplicativos, o evento vem se tornando um ponto de partida para a criação de empresas com potencial de mercado.

“Saímos da simulação para a solução efetiva de problemas da sociedade, do cotidiano. Temos um histórico muito bom de empresas que nasceram aqui, como o app Dona Know. O Wise acabou evoluindo muito nesses dez anos, tendo chegado numa configuração mais ampla, inclusive com o mercado aqui representado”, comemorou o coordenador acadêmico da Unidade.

Desafio: Educação e Saúde

Ministrada pelo professor Eduardo Souto, a disciplina de Sistemas Embarcados é que deu origem à proposta do Workshop. Este ano, a turma recebeu o desafio de criar aplicativos capazes de solucionar questões relacionadas à Educação ou à Saúde. Desafio aceito, os grupos começaram o trabalho de pesquisa e identificação de possíveis demandas.

O discente do 8º período de Engenharia da Computação Gustavo Martins, 21, falou sobre a ideia da equipe da qual faz parte. O aplicativo, cujo nome é ‘Balbúrdia’, tem objetivo de promover a divulgação científica das pesquisas realizadas principalmente na Ufam. “É uma rede social, parecida com o Instagram, que compila diversas pesquisas científicas. Nela, o pesquisador pode explicar seu trabalho, publicar vídeos curtos e com linguagem mais acessível do que aquela típica das revistas, justamente para as pessoas leigas”, esclareceu o jovem.

Já na área médica, a discente Geovana Amaral, 22, ao lado dos colegas de equipe, optou por desenvolver o aplicativo chamado ‘Log Vacina’. “O nome veio justamente da necessidade de armazenar logs”, explicou ela. Faz sentido, inclusive porque esse termo é utilizado para descrever o processo de registro de eventos relevantes num sistema computacional, e é exatamente o que propõe o grupo. “A ideia é guardar o histórico de vacinas, porque muitas pessoas ou perdem ou não trazem consigo a sua carteira de vacinação. O sistema tem duas entradas, uma de paciente e outra de aplicador, que é, a priori, o enfermeiro”, informou ela.

Na teoria & na prática

Coordenador das palestras, o professor Edleno Mota foi o responsável pela definição dos temas. “A ideia, este ano, foi justamente a de combinar esses dois aspectos, trazendo uma pessoa da área de fomento, de modo a aproximar os alunos da realidade local e a aproximação das empresas. Queremos que eles tenham uma noção mais clara sobre o mercado de trabalho, de conhecer um pouco sobre o fomento”, resumiu o docente sobre a programação teórica.

“O meu relacionamento com startups iniciou no Sebrae, onde estive seis anos em projetos de empreendedorismo e, logo após, fiquei responsável pelo núcleo de inovação e negócios digitais. E isso me aproximou muito do público desse segmento”, recordou a palestrante Gláucia Campos, que atua em inovação, empreendedorismo e criação de startups.

“Mais recentemente, eu tenho falado muito sobre o futuro dos negócios, o futuro do trabalho, e o quanto isso impacta nas relações econômicas, incluindostartups. É muito mais no sentido de nos conscientizarmos de que está havendo uma grande mudança no ambiente digital que influencia diretamente na economia e no modo de se lidar com o trabalho, com as profissões”, acrescentou a palestrante, que falou aos convidados em dois momentos no evento.

Ainda segundo ela, é importante aliar quesitos antes vistos separadamente, como as tendências tecnológicas, o comportamento do consumidor e as estratégias competitivas num mercado cada dia mais customizado, considerando o nível exigência sempre crescente.

Se por um lado Gláucia Campos trouxe uma visão macro, ao falar sobre o ecossistema regional de empreendedorismo digital e de sua atuação por meio do Programa Prioritário de Economia Digital, de outro estava o doutorando Márcio Palheta, que é egresso do mestrado do Programa de Pós-Graduação em Informática do Icomp. Palheta, como prefere ser chamado, é um dos fundadores da empresa Buritech, criada em 2014 no espaço de uma edícula. O empresário falou sobre a aprendizagem de máquina e o varejo como “um mar de oportunidades”.

No início, a Buritech tinha a missão de formar programadores e prestar consultorias. Com o tempo, e depois de iniciar a pós-graduação, Palheta teve contato com o desafio de atuar nas áreas de Banco de Dados e Recuperação de Informações. E mais: teve a oportunidade de aplicar seus conhecimentos na realização de projetos para empresas do ramo varejista, tornando-se referência. “Hoje, nossa missão é disseminar tecnologia para aumento da competitividade no mercado varejista”, revelou o palestrante, ao delimitar o nicho de atuação.

Fonte: Universidade Federal do Amazonas