Projeto do IFFar fornece sementes e mudas de hortaliças para famílias indígenas

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O IFFar – Campus Santo Augusto teve um projeto de Tecnologia Social aprovado no final do ano passado pelo Governo Federal, o qual objetiva fornecer sementes e mudas mais adaptadas ao cultivo das famílias das Terras Indígenas do Guarita e Inhacorá, ampliando o tempo de cultivo e a produção das hortas domésticas existentes, e melhorando a autonomia, a sustentabilidade e a qualidade dos alimentos produzidos.

O projeto “Hortas domésticas: mais autonomia, mais sustentabilidade”, coordenado pelo professor Tarcísio Samborski, conta com o apoio da EMBRAPA Clima Temperado e da Cooperfamiliar, tendo a participação dos professores do IFFar – Campus Santo Augusto, Inaiara Rosa de Oliveira, Hamilton Telles da Rosa, Joseana Severo, Mariléia Gollo de Moraes e Ricardo Tadeu Paraginski, do Técnico em Agropecuária, Sirineu José Sicheski, e dos Diretores de Administração e Pesquisa, Extensão e Produção, Leandra Loni Marchioro Ritter e Francisco Sperotto Flores.

A proposta foi inscrita no edital nº 36.2018, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, por intermédio da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento – SEPED, e o Ministério do Desenvolvimento Social – MDS, por intermédio da Secretaria de Inclusão Social e Produtiva – SISP.

As primeiras mudas de hortaliças fornecidas pelo projeto foram entregues no dia 04 de julho aos moradores da Reserva Indígena do Inhacorá, em São Valério do Sul. Nos dia 22 e 23 de julho, foram entregues mudas para os moradores da Reserva da Guarita, nos municípios de Redentora e Tenente Portela. Ao todo já foram entregues mais de 35 mil mudas de hortaliças por meio do Projeto de Tecnologia Social, visando contribuir para elevar a segurança alimentar e nutricional dos indígenas da região.

Segundo o professor Tarcísio, espera-se com a execução do projeto a manutenção dos esforços até hoje realizados na produção de hortaliças e alimentos pelas famílias indígenas, que antes eram atendidas pelo Programa Brasil Sem Miséria, não permitindo o abandono das atividades. “Muito além da produção, espera-se que os indígenas sejam capazes de dispensar parte da produção para a reprodução de novos cultivos, através da reserva de sementes ou de ressemeadura natural quando for o caso, proporcionando mais autonomia para essas famílias, reduzindo a dependência de doações ou aquisições de mudas”, destaca o professor.

Fonte: Instituto Federal Farroupilha