Projeto do Ifes leva peixes e hortaliças para idosos

O Aquaponia Solidária acontece em parceria com a Casa de Amparo aos Idosos Maria Bossois Lannes

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Aliar tecnologia, sustentabilidade e solidariedade. Este é o propósito do projeto de extensão Aquaponia Solidária, desenvolvido pelo Campus de Alegre, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em parceria com a Casa de Amparo aos Idosos Maria Bossois Lannes, do município de Jerônimo Monteiro.

O projeto é desenvolvido por estudantes dos cursos de Engenharia de Aquicultura e Ciências Biológicas, sob a supervisão do professor Thiago Bernardo de Souza. Atualmente são cultivadas alface, cebolinha, salsa, além de tilápias. O primeiro ciclo do projeto acabou na última semana e as primeiras hortaliças foram doadas para a alimentação dos idosos.

O professor explica que, por meio do projeto, é possível trabalhar a interdisciplinaridade e a transversalidade com os estudantes. “Atuamos de forma integrada com a comunidade local, por meio da produção de peixes e hortaliças em um sistema de recirculação de água. Assim ampliamos também a Educação Ambiental em um espaço de educação não formal”, complementou.

O resultado também é positivo para a comunidade. “A colheita foi maravilhosa. É um projeto que está ajudando muito a gente. Nós sempre estamos precisando de ajuda. Então, estamos abertos para receber esse e outros projetos que venham contribuir com a qualidade de vida de nossos idosos”, destacou a vice-presidente da casa de amparo, Rita de Cássia Sobreira Catein.

O projeto Aquaponia Solidária, que está inserido na disciplina de Aquicultura Sustentável, também conta com o apoio de servidores do Campus de Alegre, voluntários da comunidade, que atuam com mão de obra específica; e comerciantes, que realizam doações de materiais e ração.

Entenda como funciona a aquaponia
A aquaponia é um sistema de produção originado da junção da aquicultura com a hidroponia, em que os resíduos dos organismos aquáticos, como os peixes, que se acumulam na água servem como fonte de nutrientes as plantas. Isso possibilita tanto o desenvolvimento das plantas quanto o retorno da água para o tanque dos peixes em excelente qualidade.

Entre o tanque de peixes e os vegetais existem dois filtros: o mecânico, para retenção de fezes e sobras de ração; e o biológico, onde acontece o processo de nitrificação realizado por bactérias nitrificantes, que convertem a amônia a nitrato.

O nitrato é mais facilmente absorvido pelas plantas e menos tóxico aos organismos aquáticos, permitindo assim a recirculação da água durante todo o cultivo, repondo apenas a perda de água por evaporação, produzindo uma fonte de alimentos saudáveis e sem a utilização de agrotóxicos.

Imagens cedidas por Thiago Bernardo de Souza.

Fonte: Instituto Federal do Espírito Santo