Exposição do IFF traz objetos como narradores de histórias de violência doméstica

O evento faz parte da I Mostra de Extensão do IFF Campos Centro.

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Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 536 mulheres foram agredidas por hora no Brasil, em 2018. Desse número, 42% sofreram violência em casa. E muitos desses casos ficaram impunes por falta de outras pessoas que testemunhassem o crime. Mas, sim, o ato criminoso foi testemunhado por objetos que narraram as ofensas físicas e psicológicas.

Essa é a ideia da exposição “As vezes a única testemunha não pode falar por você” que faz parte da I Mostra de Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF) Campus Campos Centro.

A coordenadora do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (Nugedis), Ivanisy Capdeville, explicou que os contos relatados pelos objetos retratam cada tipo de violência de gênero de acordo com a Lei Maria da Penha.

“Tem violência patrimonial, psicológica também contra crianças e violência física. Cada objeto retrata uma violência que a lei determina. O ursinho conta um caso de violência doméstica contra uma mulher, mas quem sofre junto é uma criança. Porque no ambiente de violência doméstica todo mundo é envolvido. Todas as pessoas acabam sofrendo junto. A mensagem que dá nome à exposição é justamente esse. Às vezes, a principal testemunha não pode contar ou ajudar, porque quem estava no momento da violência era uma almofada, por exemplo. E é por isso que os objetos resolveram contar essas histórias”, disse.

Voluntária do Nugedis, a estudante de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF) Tainá Amaral disse que a dinâmica é diferenciada. “O impacto está nas histórias. A ideia é que a pessoa se sinta confortável a ler porque vai ser impactante e levará à reflexão.”

Mostra – A coordenadora de Ações de Extensão do IFF Campos Centro, Gláucia Mendes, disse que os projetos de extensão e de arte e cultura serão exibidos por meio de pôster, apresentações e mesa-redonda. Ao todo, são 52 projetos e 129 alunos envolvidos.

“A gente sente a necessidade de a comunidade ficar sabendo sobre os projetos de extensão e quais áreas estão envolvidas. É um diferencial para o currículo do aluno participar de um curso de extensão”, disse

O ursinho de pelúcia retrata a presença de crianças no ato da violência doméstica. Foto: Letícia Cunha

Fonte: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense