UEPG promove ações para combater LGBTfobia

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O dia 28 de junho é conhecido como o Dia do Orgulho LGBTI+. A data remete à importância de reafirmar a existência da comunidade LGBT e ao combate a práticas discriminatórias relacionadas à sexualidade.

Na UEPG, o combate à LGBTfobia ocorre de diferentes formas, a fim de evitar agressões e constrangimentos à comunidade LGBT+ dentro da universidade, assim como a reivindicação o espaço que eles possuem dentro da instituição.  Essa atenção é destinada tanto para servidores quanto estudantes.

Uma das iniciativas adotadas pela universidade voltada aos estudantes é o Grupo de Psicoterapia LGBT oferecido pelo projeto Abraça UEPG, vinculado ao Ambulatório. Os atendimentos ocorrem às quartas feiras, a partir das 14h, com um grupo de cerca de 15 acadêmicos LGBTs que dialogam entre si e compartilham experiências.

A ação é um projeto de extensão fruto de uma parceria entre a UEPG, o Diretório Central dos Estudantes e o curso de Psicologia da Faculdade Sant’Ana. Os encontros são mediados pela estudante do curso, Angelita Cartelli. “Existe um feedback bom do nosso trabalho. Pessoas que não vinham estão frequentando o nosso grupo”, afirma Cartelli. Segundo ela, apesar da ação ser em grupo, podem haver encaminhamentos para consultas individuais.

“É uma experiência bem interessante. Faz a gente levar em conta questões que não pensava e compartilhar experiências de vida”, comenta um dos acadêmicos atendidos pelo projeto. As sessões em grupo iniciaram no dia 03 de abril e encerram em 11 de dezembro.

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) realiza um papel de amparar e proteger estudantes contra assédios LGBTfóbicos e discriminação através da Diretoria de Ações Afirmativas e Diversidades. Segundo a coordenadora da Diretoria, a professora Silmara Carneiro e Silva, o objetivo é mediar situações de conflito “ao trabalhar de modo coletivo para estabelecer a convivência em sala de aula”.

Em caso de agressão por orientação sexual, o acadêmico agredido pode procurar o colegiado do seu curso ou protocolar diretamente um pedido de atendimento via C.E.I, para ser encaminhado à Prae. Em situações mais graves, a Pró- reitoria encaminha os casos para o departamento jurídico da instituição. “A ideia é que os alunos tenham uma retaguarda com apoio da diretoria”, explica a coordenadora.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) atua e colabora nas políticas internas de combate a discriminação contra LGBTs na UEPG. Além da parceria para criar o grupo de psicoterapia e os eventos , o DCE é responsável pela Parada LGBT+ dos Campos Gerais, que teve sua primeira edição no ano passado e contou com diferentes atividades culturais. “O DCE sempre buscou pautar questões de representação das minorias. Construímos diversos espaços em que a luta contra a LGBTfobia estava em pauta”, comenta Luiz Felipe Almeida, membro do diretório.

Sobre o Dia do Orgulho LGBT

Em 28 de junho de 1969, frequentadores do bar Stonewall, voltado ao público LGBT, em Nova York  (EUA), reagiram a uma batida policial violenta. No ano seguinte,  aconteceram passeatas para homenagear o aniversário do acontecimento. Foram as primeiras Paradas do movimento LGBT. Atualmente, elas ocorrem em diversas partes do mundo, como forma de relembrar os direitos civis das lésbicas, gays, transsexuais, bissexuais, entre outros, sendo que o Brasil possui uma das maiores do mundo em São Paulo. O combate à LGBTfobia, porém deve ser cotidiano.

Fonte: Universidade Estadual de Ponta Grossa