Pesquisador da Udesc avalia melhores condições para cultivo do peixe cará

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Um trabalho de conclusão do curso de graduação em Engenharia de Pesca do Centro de Educação Superior da Região Sul (Ceres), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Laguna, fez um estudo sobre a espécie cará (Geophagus brasiliensis) em condições de cultivo, sendo uma das primeiras pesquisas com o peixe no Brasil.

O egresso Leone de Souza Medina avaliou a influência de temperatura e manejo alimentar da pré-engorda do cará em sistemas de recirculação de água.

Orientada pelo professor Giovanni Lemos de Mello no Laboratório de Aquicultura da Udesc Laguna, a pesquisa de Medina foi publicada em uma matéria da plataforma Aquaculture Brasil e apresentada no YouTube.

Além disso, o trabalho foi premiado no Congresso Aquaciência 2018, realizado em Natal, tendo se destacado com mérito na apresentação oral e na apresentação de painel.

Atualmente, Medina é mestrando em Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), com a linha de pesquisa voltada para nutrição de organismos aquáticos.

Sobre a pesquisa

Com um trabalho inédito no cenário da piscicultura brasileira, o estudo do egresso da Udesc Laguna teve o objetivo de saber as chances de o peixe cará se adaptar em condições de cultivo.

O interesse de Medina surgiu ao observar as semelhanças morfológicas entre essa espécie e a tilápia, que é mais produzida no Brasil, mas causa diversos problemas ambientais e é altamente criticada dentro da aquicultura.

Trabalhando com a hipótese de ter uma alternativa com impacto ambiental menor, o egresso da universidade chegou a resultados que mostraram desenvolvimento melhor do cará em temperaturas mais baixas, mas não foi possível abordar se essa característica é da população do peixe na região de Laguna ou da espécie em si.

Assim, outras pesquisas podem ser feitas com populações de cará em regiões diferentes do País e questões genéticas para analisar esse ponto referente à temperatura. Medina conta que seu estudo foi o primeiro sobre a espécie no Laboratório de Aquicultura da Udesc Laguna: “Meu trabalho desencadeou o interesse de outros alunos, e agora mais pesquisas com a espécie estão surgindo”.

Fonte: Udesc